domingo, 26 de abril de 2009
Hidratação pós alisamento receita caseira
Seja qual for a técnica utilizada para alisar os cabelos, o fato é que, depois de um tempo sem a devida manutenção, você deve ter se dado conta de que seus fios ficaram ressecados, quebradiços e sem vida.
Para não sofrer desse mal, temos uma dica: fazer a nutrição dos cabelos com uma máscara aplicada por 5 minutos, passando silicone nas pontas, para dar brilho e maleabilidade.
A terapeuta capilar Neide Pereira, da Fashion Clinic, no Rio de Janeiro, ressalta que toda química é agressiva. “Quem já recorreu a alguma delas deve redobrar os cuidados e investir na hidratação para repor os nutrientes.” Bruno Barros, do Ophicina do Cabelo, também no Rio, concorda com a colega: “O segredo é abusar das hidratações”, recomenda.
Segundo ele, a técnica mais indicada para cabelos danificados por alisamento é a hiper-hidratação, ainda pouco conhecida. Há um ano, Bruno adota o procedimento em suas clientes - inclusive as vips, como a atriz Danielle Winits. “É um processo a laser, de reposição de nutrientes. É indicado para fios castigados por técnicas como a escova progressiva, por exemplo”, afirma Bruno, que cobra R$ 200 pelo procedimento, conhecido como HQF (hidroqueratinização fotônica).
Confira a Receita caseira de Neide Pereira, da Fashion Clinic
Ingredientes
1 cenoura
1 beterraba
1/2 copo de água natural (ou água destilada)
2 colheres (sopa) de mel
Modo de preparo
Bata a cenoura e a beterraba no liqüidificador. Se não tiver o aparelho, use um ralador e esprema até tirar o sumo. Acrescente a água e o mel e misture bem. Ponha a pasta no cabelo úmido, enrole com filme PVC (aquele plástico usado para conservar os alimentos na geladeira) e deixe por 20 minutos. Depois, lave a cabeça com o shampoo e o condicionador de sua preferência, para tirar os resíduos da pasta. Finalize o tratamento com um creme sem enxágüe.
O vapor do chuveiro é um grande aliado para sua hidratação. você não precisa ter uma touca térmica!
Confira o passo-a-passo abaixo, elaborado pelo cabeleireiro Bruno Barros:
Lave os cabelos com o Shampoo e o condicionador de sua preferência. Bruno indica a linha Personal Hair, da Tânagra Cosméticos. “Mas é sempre bom variar”, explica ele.
Uma vez por semana, com o chuveiro desligado - depois de lavar seus cabelos - espalhe 1 colher (sopa) de uma máscara hidratante em suas mãos. “Aplique no cabelo ainda úmido. Puxe o excesso com o pente e reaplique. Dessa maneira, além de espalhar o produto uniformemente, você faz com que ele penetre melhor nos fios.”
Envolva o cabelo com papel de alumínio (a parte brilhosa voltada para a cabeça) e deixe agir por cerca de 20 minutos. “Caso você tenha a touca térmica, deixe apenas 5 minutos. O calor potencializa os efeitos do produto”, afirma Bruno. Ao terminar, enxágüe bem os cabelos.
Se os seus cabelos estiverem realmente danificados, espalhe uma pomada leave-in nas pontas e um pouco na raiz sempre que lavar os fios - e com eles ainda úmidos. “Só não exagere. Você quer hidratar, não empastar o couro cabeludo. Cuidado com a medida para não ficar com fios oleosos. As pomadas são adequadas porque têm filtro solar, vitaminas e aminoácidos da seda”, conclui o cabeleireiro.
“Se você combinar shampoo, condicionador, máscara capilar e uma pomada leave-in, estará fazendo um tratamento e tanto!” Bruno Barros, Ophicina do Cabelo
Receita caseira contra cabelos quebradiços
Confira abaixo
Ingredientes
- 1 colher (sopa) de iogurte natural
- 1 clara batida em neve
- 1 ampola de Arovit (vitamina A – se compra em farmácia)
Modo de Preparo e uso
- Misture bem todos os ingredientes.
- Aplique somente nas pontas dos cabelos (não passe no couro cabeludo)
- Deixe agir por 20 minutos.
- Em seguida lave normalmente.
Funções do enfermeiro numa Unidade Básica de Saúde
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Antes de comentar sobre as atribuições do enfermeiro na rede básica é necessário observar que a Enfermagem, como qualquer outra profissão ne nível superior, adquiriu suas bases científicas a partir do início deste século e busca livrar-se do estereótipo de profissão inferior, como descreve Otávio Vargens:
"A enfermagem passou de uma função exercida por leigas e religiosas sem qualquer formação específica para uma profissão com formação de terceiro grau, integrada à universidade, com diversas pós-graduações, ou seja, acompanhando o curso da cientificidade e do academicismo das demais profissões. Desenvolveu-se a pesquisa em enfermagem. Criaram-se as muitas especialidades na medida em que a tecnologia foi exigindo" (VARGENS, 1989, p.154).
Para o público leigo o enfermeiro é aquele que apenas aplica injeções, dá banho no leito do hospital, realiza curativos etc., tarefas assumida pela equipe de enfermagem como um todo, auxiliares, técnicos e enfermeiros; este último assume funções de maior responsabilidade, tanto dentro de um hospital, como junto às Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou ainda em empresas, na Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária, entre outras. O presente texto abordará somente as atribuições que o enfermeiro assume dentro de uma UBS do município de Campinas-SP.
O Enfermeiro de uma UBS da cidade de Campinas tem sua prática instituída pela Secretaria Municipal de Saúde, no entanto ainda é uma prática heterogênea entre as Unidades e até mesmo dentro de um mesmo ambiente de trabalho. De forma geral ele é generalista, atuando nas diferentes fases do ciclo vital. O enfermeiro da Saúde Coletiva desenvolve sua prática em diversas áreas, como assistência de enfermagem individual, ações educativas, coordenação de cargos técnicos da Vigilância Epidemiológica, além das ações relativas ao gerenciamento da equipe de enfermagem e participação com a equipe de saúde no planejamento, coordenação e avaliação das ações de saúde. Para isso é importante ele conhecer as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e as normas técnicas vigentes, podendo identificar e avaliar os problemas de saúde e elaborar planos de intervenção.
Uma das funções técnico-administrativas do enfermeiro é o gerenciamento de serviços e(ou) da Unidade Básica de Saúde. Ele desenvolve ações de programação e avaliação das atividades de enfermagem; delega e distribui tarefas para os funcionários; supervisiona a equipe de enfermagem e as atividades realizadas; é responsável pela previsão e provisão de material e equipamentos necessário às ações de enfermagem; auxilia na conservação de aparelhos e equipamentos e, quando necessário, solicita concertos; elabora e atualiza procedimentos, rotinas e normas de enfermagem; revisa periodicamente o registro de dados e os sistemas de comunicação; analisa e avalia a assistência prestada à comunidade. No município de Campinas-SP está instituído que o enfermeiro participará dos projetos de construção e reforma da Unidade, opinando sobre a planta física, iluminação, fluxo de materiais e usuários e outros itens importantes para um bom funcionamento local.
As funções educativas estão relacionadas com a capacitação da equipe de enfermagem, onde identifica necessidades dos funcionários, planeja, executa e avalia os cursos ministrados. Promove ações educativas com os usuários durante consultas, durante visitas domiciliares e em trabalhos de grupo, visando a autonomia individual em relação à prevenção, promoção e reabilitação da saúde. Discute com grupos organizados da sociedade (grupos de sem-terra, associação de moradores, igrejas e outros) os problemas de saúde e as alternativas para resolvê-los.
Entre as atividades técnico-assistenciais o enfermeiro aplica o processo de enfermagem individual e comunitário, executando a consulta de enfermagem. Conforme a necessidade, é utilizado o diagnóstico da comunidade, o qual é levado em consideração os dados epidemiológicos. Além disto, planeja e executa atividades e cuidados de enfermagem de maior complexidade - os de menor complexidade são delegados, em sua grande maioria, aos auxiliares de enfermagem - conforme a Lei do Exercício Profissional. Os medicamentos que são estabelecidos em programas de saúde pública podem ser prescritos pelos enfermeiros em suas consultas e atendimentos, assegurando as ações terapêuticas prescritas por outros profissionais. Promove a vigilância à saúde supervisionando a convocação de usuários com agravos, de acordo com a necessidade de saúde identificada (como crianças desnutridas, com baixo desenvolvimento, que faltaram na vacinação, diabético que não retornou para tratamento e outros) e realizando ações educativas. Busca melhoria de qualidade na recepção e encaminhamento dos usuários. Realiza e participa de pesquisa visando a melhoria de qualidade nos atendimentos prestados.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
PREFEITURA DE CAMPINAS, SECRETARIA DE SAÚDE Atribuições do enfermeiro na rede de serviços de saúde do S.U.S., Campinas, 1996.
VARGENS, Otávio Muniz da Costa. O homem enfermeiro e sua opção pela enfermagem. Ribeirão Preto, 183p, Tese de Mestrado. Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, 1989.
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* Aluno do Curso de Graduação em Enfermagem da Unicamp e bolsista de Iniciação Científica da FAPESP
ORIENTADORA: Profª Drª Maria Helena Baena de Moraes Lopes
CO-ORIENTADORA: Profª Drª Márcia Regina Nozawa
MANUAL TÉCNICO PARA ESTRUTURAÇÃO FÍSICA DE UNIDADES DE SAÚDE DA FAMÍLIA
Julho de 2004
APRESENTAÇÃO
Visando a estruturação da estratégia Saúde da Família (PSF), este documento pretende orientar profissionais e gestores municipais de saúde no planejamento, programação e elaboração de projetos, para reforma, ampliação, construção ou até na escolha de imóveis para alugueis de estabelecimento ambulatorial para Unidades de Saúde da Família (USF). Visa, também contribuir para o fortalecimento da Saúde da Família e para a mudança do modelo de atenção à saúde no país, visualizando a USF dentro de uma nova lógica, mais acolhedora e com maior capacidade de ação para atender às necessidades de saúde da população de sua área de abrangência.
Os espaços sugeridos devem ser adequados à realidade local, ao quantitativo da população adstrita e sua especificidade, ao número de usuários esperados que passarão pela Unidade de Saúde da Família diariamente e ao número de equipes de saúde da família previstas para a unidade.
Sabe-se que as mudanças propostas para o novo modelo assistencial, necessitam de uma adequada infra-estrutura física para garantir a eficiência na prestação de serviços e assim, reafirmar o compromisso do SUS – Sistema Único de Saúde com todos os usuários.
Os parâmetros propostos neste documento foram orientados por condicionantes de ordem financeira, funcional e administrativa. Estes fatores delineiam prioridades e estabelecem limites. É importante salientar que nada impede que os municípios estejam ampliando as perspectivas estruturais trazidas, até porque, não se objetiva a padronização das estruturas físicas do PSF, mas sim, auxiliar municípios com dificuldades na definição das questões estruturais.
Este Manual segue os princípios da Resolução da Diretoria Colegiada -RDC nº 50/ANVISA/fevereiro/2002, que dispõe sobre a Regulamentação técnica para planejamento, programação e avaliação de projetos físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS), e em sua descrição de atribuições, descreve como primeiro nível de atendimento Os Estabelecimentos de Atendimento Eletivo de Promoção e Assistência à Saúde em Regime Ambulatorial e de Hospital Dia. No entanto, as Unidades de Saúde da Família são na verdade diferenciadas em seus conceitos gerais, necessitando assim de um tratamento específico, o qual apresentaremos neste manual.
INTRODUÇÃO
Criado em 1994, o Programa de Saúde da Família é uma estratégia de mudança e de organização da atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS) para a efetiva melhoria das condições de vida da comunidade. Busca acolher integralmente as necessidades de uma comunidade definida por limites territoriais, interferindo nos padrões de produção de saúde e doença e conseqüentemente, melhorando os indicadores de saúde. É um modelo de atenção de caráter substitutivo que, demanda novas práticas, resultando na reorganização do processo de trabalho, o que permite uma nova lógica de estruturação de espaço físico nas Unidades de Saúde da Família.
A equipe de Saúde da Família tem composição multiprofissional e trabalha de forma interdisciplinar. É responsável pela atenção integral à saúde de uma população entre 2.400 a 4.500 pessoas residentes em seu território de abrangência. Deve resgatar, por meio de atendimento humanizado, os vínculos de compromisso e co-responsabilidade entre os serviços de saúde, os profissionais e a população.
Para atingir o objetivo proposto, o trabalho da equipe se inicia a partir do mapeamento do território e do cadastramento da população adstrita. Em seguida é realizado o diagnóstico de saúde da comunidade, com base no qual se faz o planejamento e a priorização das ações a serem desenvolvidas pelos profissionais, tendo em vista a atenção integral à saúde – compreendida como promoção, prevenção, assistência e reabilitação – com enfoque prioritário nas áreas preconizadas pela NOAS/02, que são:
• Saúde da Mulher
• Saúde da Criança;
• Saúde Bucal;
• Hipertensão;
• Diabetes;
• Hanseníase;
• Tuberculose.
A estratégia Saúde da Família tem demonstrado melhora na eficiência e na qualidade dos serviços prestados na atenção básica dos diferentes municípios nos quais foi implantada. Mas, para isso, é imprescindível que o município tenha capacidade para organizar seu serviço de atenção básica à saúde, dispor de instalações adequadas e recursos humanos capacitados e em número suficiente. Deve também garantir recursos financeiros compatíveis com os serviços prestados e sua devida aplicação, visando assegurar a acessibilidade dos usuários.
A Unidade de Saúde da Família (USF) pode ser o antigo Centro de Saúde reestruturado, trabalhando dentro de uma nova lógica, com maior capacidade de ação para atender às necessidades de saúde da população de sua área de abrangência.
A USF se constitui como referência para o primeiro contato do usuário com o sistema de saúde. Não é um local de triagem onde a maior parte dos casos é encaminhada para os serviços especializados. É o local onde cerca de 85% dos problemas mais comuns de saúde da comunidade devem ser solucionados. Portanto, é necessário dispor de recursos estruturais e equipamentos compatíveis que possibilitem a ação dos profissionais de saúde em relação a esse compromisso.
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA:
1. Recepção, registro e marcação de consultas.
2. Ações individuais e/ou coletivas de prevenção à saúde
3. Consultas médicas e/ou de enfermagem
4. Consultas e procedimentos odontológicos
5. Coleta de material para exames laboratoriais
6. Realização de procedimentos e cuidados de enfermagem
• Imunizações
• Inalações
• Curativos
• Dispensa e administração de medicamentos
• TRO, etc.
7. Atendimento médico, de enfermagem e de odontologia em urgências básicas.
8. Realização de encaminhamento adequado das urgências, emergências e casos de maior complexidade.
Tendo em vista que a ESF trabalha com uma população delimitada (entre 2.400 e 4.500 pessoas) e considerando a premissa da interdisciplinaridade, a utilização dos espaços físicos deve ser pensada de uma nova forma, superando na organização do processo de seu trabalho a lógica de espaços exclusivos e permitindo a utilização dos mesmos de forma compartilhada, entre diferentes profissionais e atividades.
Considerando ainda, que o processo de trabalho da ESF demanda além de atendimentos na USF, atividades extramuro exercidas pelo médico, enfermeiro e outros profissionais, como visitas e/ou consultas domiciliares, reuniões com a comunidade e outras o que favorece que os espaços destinados aos consultórios sejam compartilhados com as diversas programações e os demais membros da equipe.
SUGESTÕES DE ESTRUTURA DE UNIDADE SAÚDE DA FAMÍLIA DE ACORDO COM O NÚMERO DE EQUIPES IMPLANTADAS E A COBERTURA POPULACIONAL
Nº de Equipes Saúde da Família trabalhando na USF População Coberta
1 ESF De 2400 a 4500 pessoas
2 ESF De 4800 a 9000 pessoas
3 ESF De 7200 a 13500 pessoas
“Numa casa de caboclo, como dizem os caipiras, um é pouco, dois é bom, três é demais. No mesmo estilo desatento à gramática, pode-se dizer que, na USF, uma equipe de Saúde da Família pode ser pouco, duas é bom, três é o máximo recomendável” (Guia Prático do PSF/MS/2002).
O Ministério da Saúde não tem recomendado que trabalhem, numa mesma USF, mais que 3 ESF devido às dificuldades de organização de agenda e dos fluxos operacionais que garantam as mudanças de práticas de saúde, necessárias ao modelo de atenção proposto pela estratégia de Saúde da Família. Entretanto, em realidades em que já se dispõe de uma rede física instalada que comporte um número maior de equipes, e que a população a ser atendida apresente características de alta densidade, é possível prever mais que três equipes desde que se assegure um número de salas adequado à realização das atividades, em especial o numero de consultórios, e que seja assegurado o acesso de toda a população à unidade (acesso a pé).
ESTRUTURA SUGERIDA PARA A USF COM UMA ESF
AMBIENTES NÚMERO DE SALA OU ESPAÇO
Recepção e sala de espera para pacientes e acompanhantes 1
Consultório com sanitário 1
Consultório 1
Sala de procedimentos 2
Almoxarifado 1
Consultório de odontologia
(com área para escovário) 1
Área para compressor e bomba a vácuo 1
Área para depósito de material de limpeza (DML) 1
Sanitário
(para usuários) 2
Copa / Cozinha alternativa 1
Sala de utilidades 1
Área para reuniões e educação em saúde 1
Abrigo de resíduos sólidos 1
Se a USF proceder à esterilização no local
Sala de recepção, lavagem e descontaminação* 1
Sala de esterilização e estocagem de material esterilizado 1
* Pode ser substituída pela sala de utilidades, se essa for contígua à sala de esterilização e estocagem de material esterilizado.
ESTRUTURA SUGERIDA PARA A USF COM DUAS ESF
AMBIENTES
NÚMERO DE SALA OU ESPAÇO
Recepção e sala de espera para pacientes e acompanhantes 1
Consultório com sanitário 1
Consultório 3
Sala de procedimentos 3
Almoxarifado 1
Consultório de odontologia (com área para escovário) 1
Área para compressor e bomba a vácuo 1
Sanitário 3
Copa / Cozinha alternativa 1
Área para depósito de material de limpeza (DML) 1
Sala de utilidades 1
Área para reuniões e educação em saúde 1
Abrigo de resíduos sólidos 1
Se a USF proceder à esterilização no local
Sala de recepção, lavagem e descontaminação* 1
Sala de esterilização e estocagem de material esterilizado 1
* Pode ser substituída pela sala de utilidades, se essa for contígua à sala de esterilização e estocagem de material esterilizado.
ESTRUTURA SUGERIDA PARA A USF COM TRÊS ESF
AMBIENTES
NÚMERO DE SALA OU ESPAÇO
Sala de espera para pacientes e acompanhantes 1
Recepção – área para registro de pacientes 1
Área para arquivo médico - junto à recepção 1
Consultório com sanitário 2
Consultório 3
Sala de vacina 1
Sala de Curativos 1
Sala de Nebulização 1
Sala de procedimentos 2
Sala de armazenamento e distribuição de medicamentos/ farmácia 1
Almoxarifado 1
Consultório de odontologia
(Obs.: com 2 equipos odontológicos na Modalidade II) 1
Área para compressor e bomba a vácuo 1
Escovário 1
Sanitário 3
Gerência e Administração 1
Depósito de lixo 1
Sala de arsenal (estoque material limpo) 1
Depósito de Material de Limpeza (DML) 1
Copa / Cozinha alternativa 1
Sala de Reuniões e educação em saúde 1
Sala de utilidades 1
Abrigo de resíduos sólidos 1
Se a USF proceder à esterilização no local
Sala de recepção, lavagem e descontaminação* 1
Sala de esterilização e estocagem de material esterilizado. 1
* Pode ser substituída pela sala de utilidades, se essa for contígua à sala de esterilização e estocagem de material esterilizado.
CONSIDERAÇÕES DE CADA AMBIENTE INTERNO:
1. SALA DE ESPERA PARA PÚBLICO:
Definição: Espaço destinado aos usuários do serviço e seus acompanhantes que aguardarão o atendimento pela ESF.
Características:
USF para 1 ESF - Área física para comportar aproximadamente 20 pessoas.
USF para 2 ESF - Área física para comportar aproximadamente 40 pessoas.
USF para 3 ESF - Área física para comportar aproximadamente 60 pessoas.
Prever instalação de: quadro de avisos, bebedouros, cadeiras, suporte suspenso para televisão e vídeo, telefone público e ventilador, exaustor ou ar condicionado.
Obs.: Para as USF com uma ou duas ESF, o espaço da sala de espera e da recepção podem fazer parte do mesmo ambiente interno.
2. SALA DE RECEPÇÃO:
Definição: Espaço destinado à informação, registro, agendamento e encaminhamento.
Características:
USF para 1 ESF – Espaço para arquivo com capacidade para cerca de 4.500 prontuários
USF para 2 ESF – Espaço para arquivo com capacidade para cerca de 9.000 prontuários
USF para 3 ESF - Espaço para arquivo com capacidade para cerca de 13.500 prontuários
Obs.: Em 1 metro linear arquiva-se aproximadamente 4000 prontuários individuais. É recomendado que o arquivamento dos prontuários individuais seja organizado de forma a serem agrupados por família.
Prever instalação de: balcão e/ou bancadas com altura de mesa, prateleiras, computadores e telefones.
3. INSTALAÇÃO SANITÁRIA
Características: Ambiente interno com lavatório e bacia sanitária.
USF para 1 ou 2 ESF – Um sanitário deve ter seu acesso por um dos consultórios.
USF para 3 ESF – Dois consultórios devem ter sanitário anexo, com seu acesso pelo consultório.
Prever instalação de: vaso sanitário, mictório, lavatórios, torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos, espelho, porta-papel higiênico, porta-papel toalha, porta-dispensador de sabão líquido, lixeira com tampa e pedal e, nos consultórios anexos a consultórios, ducha higiênica.
4. CONSULTÓRIO
Espaço destinado ao atendimento individual, devendo ser compartilhado pelos profissionais da equipe, obedecendo a uma programação previamente estabelecida. Dessa forma, o consultório passa a não ser exclusivo do médico e/ou do enfermeiro, uma vez que a equipe de Saúde da Família é multiprofissional e trabalha de forma interdisciplinar executando atividades intra e extramuro.
Características gerais: O layout adotado deverá dar condições de se fazer atendimento em mesa de escritório, com o usuário e o acompanhante sentados, e atendimento em mesa de exame clínico.
Prever instalação de: lavatório com torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos, porta-papel toalha, porta-dispensador de sabão líquido, mesa de exame clínico ou mesa ginecológica para exame, lixeira com tampa e pedal, telefone e computador.
Obs.: Área mínima de 9 m2 com dimensão mínima de 2,20m.
5. SALA DE PROCEDIMENTOS
Definição: Espaço destinado à realização de procedimentos tais como: administração de imunobiológicos e de medicação injetável, realização de curativos, coleta de material para análises clínicas, observação e terapia de reidratação oral.
Características gerais: Por se tratar de um espaço destinado ao compartilhamento de procedimentos por toda a equipe, deve ser levado em conta o planejamento das atividades. A equipe deve programar horário para a execução dessas atividades, de forma a possibilitar que sua realização se dê respeitando as condições técnicas necessárias.
Prever instalação de: Bancada com pia, torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos, armários sobre e sob bancada, porta-papel-toalha, porta-dispensador de sabão líquido, lixeira com tampa e pedal, telefone, geladeira. Neste ambiente deve ser previsto, também, espaço que comporte camas, macas ou cadeiras de observação que servirão de leitos de observação de curta permanência, além de cadeiras para a acomodação de pacientes para realização de nebulização.
Obs.: Evite luz solar incidente. Área mínima: 9,00m2.
6. SALA DE VACINAS
Definição: Espaço destinado à administração de imunobiológicos e de medicação injetável.
Características gerais: Por se tratar de ambiente que será utilizado em boa parte por usuários sadios, na determinação dos fluxos de pacientes, preveja a localização desta sala, de forma que o usuário não transite nas demais dependências da USF. A equipe deve programar horário para a execução dessa atividade, de forma a possibilitar que sua realização se dê em uma das salas de procedimentos, respeitando as condições técnicas necessárias.
Prever instalação de: Bancada com pia, torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos, armários sobre e sob bancada, porta-papel-toalha, porta-dispensador de sabão líquido, lixeira com tampa e pedal, telefone, geladeira e computador.
Obs.: Evite luz solar incidente. Área mínima: 6,00m2.
7. ESPAÇO PARA COLETA:
Definição: Espaço destinado à coleta de material para análises clínicas, a ser encaminhado ao laboratório. A equipe deve programar horário para a execução dessa atividade, de forma a possibilitar que sua realização se dê em uma das salas de procedimentos, respeitando as condições técnicas necessárias.
Características gerais: Sua localização deve ser prevista de forma que o usuário não transite nas demais dependências da USF.
Prever instalação de: Bancada com pia, torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos, armários sobre e sob bancada, porta-papel-toalha, lixeira com tampa e pedal, porta-dispensador de sabão líquido e mesa para exame clínico.
Obs.: Área mínima: 6,50m2.
8 . SALA DE NEBULIZAÇÃO:
Definição: Espaço destinado à administração de medicação inalatória em pacientes.
Características gerais: Sala que comporte cadeiras ou bancos que servirão para a acomodação dos pacientes durante o procedimento.
Prever instalação de: Bancada com pia, torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos, lavatório, armários sobre e/ou sob bancada, porta-papel-toalha, porta-dispensador de sabão líquido, lixeira com tampa e pedal e nebulizador ou balas de oxigênio (presas em suporte).
9. SALA DE CURATIVOS:
Definição: Espaço destinado ao tratamento de lesões.
Características gerais: Deve ser previsto acesso de forma que o usuário não necessite transitar pelas demais dependências da USF. A equipe deve programar horário para a execução dessa atividade, de forma a possibilitar que sua realização se dê em uma das salas de procedimentos, respeitando as condições técnicas necessárias.
Prever instalação de: Bancada com pia, torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos, armários sobre e sob bancada, porta-papel-toalha, lixeira com tampa e pedal e porta-dispensador de sabão líquido.
Obs.: Ambiente próximo da sala de lavagem e descontaminação/sala de utilidades. Área mínima: 9,00 m2.
10. ALMOXARIFADO:
Definição: Local destinado à guarda materiais diversos.
Características gerais: O almoxarifado deverá dispor de prateleiras e estar limitado ao acesso de funcionários.
USF para 1 ou 2 ESF – Sugere-se que este ambiente seja anexo à recepção, sendo destinado ao arquivo de prontuários e ao armazenamento de medicamentos e de materiais de expediente. Lembramos que, nesse caso, devem ser respeitadas as normas técnicas para armazenamento de medicamentos.
Prever instalação de: estantes e armários com portas.
Obs.: área mínima de 3,00 m2.
11.CONSULTÓRIO ODONTOLÓGICO:
Definição: Destinado às ações de assistência à saúde bucal.
Características gerais: Para elaboração do layout, utilizar o detalhe do equipamento odontológico (fornecido pelo fabricante) e observar projetos de instalações especiais. Prever iluminação de teto que não ofusque a vista do usuário.
- USF para 1 ou 2 ESF: sugere-se que a área para realização de escovação seja contígua ao consultório odontológico (pia e espelho ou escovário).
Prever instalação de: bancada com pia, torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos, lavatório (pia), armários sobre e sob bancada, caixa sifonada com tampa em aço inox, cadeira odontológica, equipo odontológico, bomba a vácuo, compressor, porta-papel-toalha, porta-saboneteira para sabão líquido, lixeira com tampa e pedal, telefone e computador.
Obs.: Sala com dimensões mínimas de 3,50x 3,00m.
Se a ESB for Modalidade II (composta de ACD, THD, CD), deve conter 02 equipos odontológicos no consultório, pois o THD desenvolve ações clínicas específicas.
12. ESCOVÁRIO:
Definição: Destinado à educação em escovação.
Características gerais: Espaço dimensionado para receber instalação de lavatórios com espelho.
Prever instalação de: lavatórios, espelhos, porta papel – toalha, porta-saboneteira para sabão líquido e lixeira com tampa e pedal.
13. ÁREA PARA COMPRESSOR E BOMBA:
Definição: Espaço destinado a abrigar compressor e bomba a vácuo, indispensáveis para o funcionamento da odontologia.
- Características gerais: A distância máxima do compressor ao consultório de odontologia é de 7 metros, não podendo ficar instalado em nível superior ao nível do consultório. O local deve garantir a segurança do equipamento e a proteção contra intempéries. Prever tratamento acústico visando diminuir a emissão de ruído.
14.SALA DE DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS:
Definição: Espaço destinado à recepção guarda, controle e distribuição de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos.
Características gerais: Deverá dispor de prateleiras e estar restrito ao acesso de funcionários.
Prever instalação de: prateleiras, armários e computador.
Obs.: observar questões de segurança na definição de fluxos e acesso.
15. CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO - CMS (SIMPLIFICADA):
Definição: Espaços destinados à recepção, limpeza, preparo, esterilização guarda e distribuição do material, devendo seguir o fluxo de trabalho em linha, de acordo com a seqüência abaixo.
15.1 SALA DE RECEPÇÃO, LAVAGEM E DESCONTAMINAÇÃO OU SALA DE UTILIDADES: (quais as diferenças entre essas duas salas?)
Características gerais: Ambiente medindo no mínimo 2,00 x 2,00m. Comunicando-se com a área de esterilização através de guichê (medindo 50 x 50cm) com porta de abrir.
- Prever visores entre esta sala e a de esterilização, bancada com bojo medindo 50(L)x40(c)x40(p), localizado no eixo da bancada.
Prever instalação de: bancada com pia, pia de despejo, ducha para lavagem e lixeira com tampa e pedal.
15.2 - SALA DE ESTERILIZAÇÃO E ESTOCAGEM DE MATERIAL ESTERILIZADO:
Características gerais: Ambiente medindo no mínimo 3,00 x 2,50m, comunicando-se com a sala de lavagem e descontaminação através de guichê (medindo 50 x 50cm) com porta de abrir, bancada seca (sem bojo).
Prever instalação de: bancada com pia, torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos, armários sobre e/ou sob bancada, autoclave (sobre bancada), guichê de distribuição de material, lavatório e exaustor.
17 - ÁREA DE REUNIÃO:
Definição: Espaço destinado a atividades educativas em grupo.
Características gerais: Prever acesso de forma que os usuários não necessitem transitar nas demais dependências da USF.
Prever instalação de: Quadro negro e/ou branco, quadro mural, telefone, televisão, vídeo, computador, retroprojetor, tela de projeção e outros equipamentos de mídia.
18 - ADMINISTRAÇÃO E GERÊNCIA:
Definição: Local destinado às atividades administrativas da USF.
Características gerais: sala de bom acesso a funcionários e usuários.
Prever instalação de: Quadro mural, telefone e computador.
19 - COPA:
Definição: Local destinado ao preparo de lanches para funcionários.
Características gerais: sala de bom acesso a funcionários.
USF para 1 ou 2 ESF: quando não for possível garantir sala específica para depósito de material de limpeza, sugere-se prever espaço para depósito desses materiais na copa/cozinha.
Prever instalação de: Bancada com pia, torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos, lixeira com tampa e pedal, armários sobre ou sob bancada, fogão, geladeira.
20 – ABRIGO DE RESÍDUOS SÓLIDOS (DEPÓSITO DE LIXO):
Definição: Local destinado ao acondicionamento do lixo aguardando remoção pelo serviço de limpeza urbana.
Características: observar fechamento devido às questões de segurança do lixo contaminado (lixo hospitalar). Prever separação entre resíduo comum e biológico.
21 - ÁREA PARA DEPÓSITO DE MATERIAL DE LIMPEZA;
Definição: ambiente destinado à guarda de materiais de higienização da edificação.
Características: prever instalação de tanque e armário ou estante.
Definições Importantes:
Área - ambiente aberto, sem paredes em uma ou mais de uma das faces.
Sala - ambiente envolto por paredes em todo seu perímetro e uma porta.
Sanitário - ambiente dotado de bacia (s) sanitária(s) e lavatório (s).
Banheiro - ambiente dotado de bacia(s) sanitária(s), lavatório(s) e chuveiro(s).
O planejamento deverá observar também as normas e portarias em vigor em nível municipal, estadual e federal, como a NBR – 9050 da ABNT.
CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS A SEREM OBSERVADAS:
A estrutura das Unidades de Saúde da Família deve enfocar as instalações elétricas e hidráulicas, ventilação, luminosidade, fluxo de usuários e facilidade na limpeza e desinfecção.
VENTILAÇÃO
A ventilação adequada é imprescindível para se manter a salubridade nos ambientes da USF. Recomenda-se que todos os ambientes disponham de janelas ou de ventilação indireta adequada (exaustores), possibilitando a circulação de ar.
LUMINOSIDADE
Recomenda-se que todos os ambientes sejam claros , com o máximo de luminosidade natural possível.
_ PISOS E PAREDES
Os materiais de revestimentos das paredes, tetos e pisos devem ser todos laváveis e de superfície lisa.
COBERTURA:
Recomenda-se evitar as calhas internas, embutidas e confinadas. Evite também lajes planas impermeabilizadas sem cobertura de proteção.
MATERIAIS DE ACABAMENTO
Não utilize materiais rugosos, porosos ou texturizados no acabamento, exceto para os ambientes administrativos ou gerenciais.
FLUXO DE PESSOAS E MATERIAIS
Todo o projeto da estrutura física da USF deve considerar adequações que permitam o acesso de pessoas deficientes e de pessoas com limitações, como rampas de acesso, portas com dimensões ampliadas, maçanetas do tipo alavanca, barras de apoio,etc.
Preocupe-se em restringir o acesso desnecessário de usuários aos ambientes, com o objetivo de se conseguir maior controle de transmissão de infecção. Sugere-se que algumas áreas sejam de tráfego restrito, especialmente os ambientes que tendem a ser mais contaminados, como a sala de procedimento.
Os corredores para circulação de pacientes devem ter largura de 120cm.
Caso necessite de planejamento de rampas, consultar tabela da NBR 9050 da ABNT.
AS PORTAS
As portas devem ser revestidas de material lavável
Os puxadores nas portas devem ser de acesso a pessoas portadoras de deficiência, dar preferência às maçanetas de alavancas.
AS JANELAS:
Recomenda-se a utilização de materiais de maior durabilidade e que ofereçam facilidade de manutenção (alumínio ou PVC)
Recomenda-se a utilização de materiais que propiciem segurança e privacidade dos ambientes.
Prever uso de telas mosqueteiras em áreas de grande incidência de insetos
- LAVATÓRIO E PIAS
RDC Nº 50 - cap. de controle de infecções
BANCADAS, ARMÁRIOS E ESTANTES.
O planejamento de bancadas, balcões, mesas, armários e prateleiras deverão ser em superfície lisa, duradoura e de fácil limpeza e desinfecção.
Os armários e estantes, deverão ser interna e externamente lisos, preferencialmente protegidos por pintura lavável ou outro material que possibilite a fácil limpeza.
Recomenda-se que estejam suspensos ou apoiados sobre soco (revestido com o mesmo material de acabamento do piso) a 10cm do piso.
Prefira acabamentos arredondados, facilitam a limpeza e evitam ferimentos nos trabalhadores e usuários.
ÁREA EXTERNA
Prever passeio de proteção no perímetro externo da edificação.
Não use vegetação faceando a alvenaria.
Materiais de boa qualidade, especialmente na hidráulica e elétrica evitam transtornos e gastos com a manutenção predial.
A VISITA DOMICILIÁRIA NO CONTEXTO DA SAÚDE DA FAMÍLIA*
Renata Ferreira Takahashi1
Maria Amélia de Campos Oliveira1
1 Professor Doutor, Escola de Enfermagem da USP
* Disponível em http://ids-saude.uol.com.br/psf/enfermagem/tema1/texto8_1.asp
Introdução
A visita domiciliária (VD) é um instrumento de intervenção fundamental da estratégia de Saúde da Família, utilizado pelos integrantes das equipes de saúde para conhecer as condições de vida e saúde das famílias sob sua responsabilidade. Para isso, devem utilizar suas habilidades e competências não apenas para o cadastramento dessas famílias, mas, também, e principalmente, para a identificação de suas características sociais (condições de vida e trabalho) e epidemiológicas, seus problemas de saúde e vulnerabilidade aos agravos de saúde.
A caracterização das condições de vida e trabalho dessas famílias permite compor os perfis de reprodução e produção, respectivamente, os quais, por sua vez, permitirão conhecer grupos distintos no território, homogêneos em função dessas características identificadas. As condições de saúde, a vulnerabilidade aos agravos e as condições protetoras comporão perfis epidemiológicos desses mesmos grupos sociais.
Certamente, tal caracterização não se esgota na visita domiciliária, pois todos os momentos de intervenção junto a essas famílias permitem aprimorar a captação desses dados. Entretanto, por se dar no domicílio, a visitação possibilita compreender parte da dinâmica das relações familiares.
A visita domiciliária só se configura como parte do arsenal de intervenções de que dispõem as equipes de saúde da família, quando planejada e sistematizada. De outra forma, configura uma mera atividade social.
A territorialidade proposta na estratégia de Saúde da Família deverá eliminar um dos principais impedimentos para a implantação de Programas de Visita Domiciliária em serviços de saúde, que é a disponibilidade de um meio de transporte para o profissional realizar essa atividade.
Conceito e finalidade
A VD constitui uma atividade utilizada com o intuito de subsidiar a intervenção no processo saúde-doença de indivíduos ou o planejamento de ações visando a promoção de saúde da coletividade. A sua execução ocorre no local de moradia dos usuários dos Serviços de Saúde e obedece uma sistematização prévia.
Ela possibilita ao profissional conhecer o contexto de vida do usuário do serviço de saúde e a constatação "in loco" das reais condições de habitação, bem como a identificação das relações familiares. Além disso, facilita o planejamento da assistência por permitir o reconhecimento dos recursos que a família dispõe. Pode ainda contribuir para a melhoria do vínculo entre o profissional e o usuário, pois a VD é interpretada, freqüentemente, como uma atenção diferenciada advinda do Serviço de Saúde.
Objetivos
Eles devem ser estabelecidos considerando o(s) motivo(s) da sua solicitação e estar em consonância com a finalidade para a qual a atividade foi proposta.
Pressupostos
Os pressupostos que orientam a VD são:
Nem toda ida ao domicílio do usuário pode ser considerada uma VD; para ser considerada uma VD, tal atividade deve compreender um conjunto de ações sistematizadas, que se iniciam antes e continuam após o ato de visitar o usuário no domicílio; a sua execução pressupõe o uso das técnicas de entrevista e de observação sistematizada; a realização da VD requer um profissional habilitado e com capacitação específica; na elaboração dos objetivos da VD, é necessário considerar os limites e as possibilidades do saber específico do profissional/técnico que a executará. A relação entre o profissional e o usuário deve estar pautada nos princípios da participação, da responsabilidade compartilhada, do respeito mútuo (crenças e valores relacionados ao processo saúde-doença) e da construção conjunta da intervenção no processo saúde-doença. Podem existir diferenças sócio-culturais e educacionais entre os profissionais e os usuários dos Serviços de Saúde, que devem ser consideradas no planejamento e na execução da VD; a intervenção no processo saúde-doença pode ou não ser uma ação integrante da VD.
Descrição da técnica de VD
A VD compreende as seguintes etapas: planejamento, execução, registro de dados e avaliação do processo.
O planejamento da VD
É recomendado para que sua finalidade seja alcançada, o profissional atinja o rendimento previsto para a realização dessa atividade e, ainda, para que tenha clareza e segurança no que irá fazer durante a visita.
O planejamento inicia-se com a seleção das visitas, segundo os critérios estabelecidos pela equipe de saúde. É importante considerar o itinerário, o tempo a ser gasto em cada casa e o horário disponível do profissional e do usuário. Colocar em primeiro lugar as VDs em que se gastará menos tempo e deixar por último aquelas que demandam um contato mais prolongado, como é o caso das doenças transmissíveis.
Em seguida, deve-se estabelecer os objetivos da VD, que irão orientar a revisão de conhecimentos necessária para embasar a entrevista com o usuário e a observação no domicílio. Tal processo pode ser realizado através de leitura bibliográfica ou de outras fontes de informação.
Posteriormente, inicia-se a captação da realidade de vida e saúde do usuário e dos seus familiares através da leitura do prontuário e da troca de informações com os profissionais que já tiveram contato com algum membro da família, a fim de selecionar os dados essenciais e pertinentes aos objetivos da visita.
A cada etapa realizada, preencher o impresso utilizado na realização da VD, que deve conter: número de cadastro da família, quem realizou a VD, nome do(s) usuário(s), endereço, objetivos e dados coletados previamente. Se possível, entrar em contato com o usuário antes da realização da VD para agendar a data e o horário.
A execução da VD
Durante a visita, alguns cuidados devem ser observados para evitar que a finalidade da atividade não seja alcançada:
Adaptar o plano da VD, no caso de ocorrerem interferências durante sua realização e que podem impedir o alcance dos objetivos, para que na medida do possível as necessidades da família ali explicitadas possam ser atendidas; na chegada ao domicílio o profissional deve identificar-se (nome e função) e expressar de maneira informal mas com clareza os objetivos da visita e ser cordial no relacionamento, evitando os extremos da formalidade e da intimidade no contato com os usuários. Após esse contato preliminar, iniciar a entrevista ou executar os procedimentos previstos, segundo os objetivos propostos para a VD. Se a VD tiver como objetivo a coleta de dados, deve-se explicar o motivo da anotação das informações e destacar o caráter sigiloso do registro.
Durante a VD, realizar a observação sistematizada da dinâmica da família e ao término, o profissional deve resgatar os seus objetivos e fazer uma síntese do que foi realizado (se houve algum tipo de intervenção: procedimento, orientação, encaminhamento, etc) para a família.
Relatório da VD
Ao retornar à Unidade, o profissional deverá elaborar um relatório escrito sobre a VD e anexá-lo ao prontuário do usuário ou utilizar o verso do próprio impresso usado para a realização da VD. O relatório é essencial para que as informações coletadas através da entrevista ou da observação sejam compartilhadas com os membros da equipe e para que não se percam ao longo do tempo, subsidiando a continuidade da assistência à família. O relatório deve ser claro, objetivo, sintético, ter uma seqüência lógica, ser iniciado com as informações colhidas, seguido das observações feitas e, por fim, as intervenções realizadas. Ainda no relatório, deve-se informar as necessidades da família, que ela própria expressa ou que foram detectadas pelo profissional, e registrar, se houver, aspectos que precisam ser explorados no próximo contato com a família.
O relatório deve ser apresentado à equipe, que tomará as providências necessárias para dar continuidade à assistência à família.
Avaliação do processo da VD
A avaliação é necessária para que a equipe estabeleça o "passo seguinte" na assistência à família visitada e também, para que o profissional possa fazer a auto-avaliação na realização da VD (os objetivos propostos foram atingidos ? o preparo para a realização da atividade foi adequado ? o tempo estimado foi cumprido ? os pressupostos da VD foram contemplados ?).
Modelo genérico para a realização da VD
Dados a serem coletados antes da VD:
1. Unidade de Saúde:
2. Data:
3. Equipe:
4. Nome do Profissional:
5. Nome do usuário:
6. Registro:
7. Endereço:
8. Motivo da VD:
9. Objetivos da VD:
10. Dados sobre a família:
11. Atividades a serem desenvolvidas:
12. Registro de dados:
13. Relatório da VD:
Guia para preenchimento dos campos:
1. nome da Unidade de Saúde.
2. data de realização da VD.
3. número da equipe e da micro-área.
4. nome e profissão do técnico que realizará a visita.
5. registrar o nome do usuário que é o alvo principal da VD ou do chefe da família quando se tratar do cadastramento familiar.
6. anotar o número de matrícula do usuário na Unidade.
7. anotar o endereço completo e pontos de referência (estabelecimentos comerciais) que facilitem sua localização.
8. registrar com objetividade o(s) motivo(s) do pedido da visita, o que auxiliará no esclarecimento do usuário sobre a sua nalidade.
9. devem ser estabelecidos tendo como base o(s) motivo(s) da solicitação da VD e devem ser passíveis de serem alcançados.
10. registrar somente os dados pertinentes aos objetivos definidos para a visita.
11. definir o tipo de atividade que será desenvolvida durante a visita, como: coletar dados sobre as condições de vida e trabalho da família (segundo roteiro preestabelecido), demonstrar aplicação de medicamentos ou execução de técnicas, avaliar condições para dar continuidade à assistência.
12. registrar as observações feitas no domicílio e os dados coletados por informações verbais. Podem ser utilizados diferentes impressos, específicos para a finalidade a que se propõe a VD. Para as demais situações, pode-se elaborar outros impressos ou utilizar um modelo genérico que se preste a qualquer situação, como é o caso do modelo aqui apresentado.
13. deve conter uma síntese das informações coletadas, das observações e das intervenções realizadas. O relatório deve contemplar a avaliação da VD, que deve ser feita tendo como referência os objetivos propostos inicialmente. Anotar ainda as impressões sobre o relacionamento estabelecido com a família e as necessidades identificadas ou relatadas pelo usuário ou por seus familiares.
Bibliografia
NOGUEIRA, M.J.C. & FONSECA, R.M.G.S. da A visita domiciliária como método de assistência de enfermagem à família. Rev.Esc.Enf.USP, São Paulo, v.11, n.1, pp. 28-50, 1977.
EGRY, E.Y. & FONSECA, R.M.G.S. A visita domiciliária enquanto modalidade assistencial da enfermagem em saúde coletiva. Rev. Esc.Enf.USP (no prelo)
EGRY, E.Y.; QUEIROZ, V.M. Modelo de plano de visita domiciliária. Rev. Esc.Enf.USP, São Paulo, v.17, n.3, pp.205-211, 1983.
MISOCZKY, M.C. A medicina de família: os ouvidos do príncipe e os compromissos com o SUS. Saúde Deb., n.42, pp.40-4, 1994.
CORDEIRO, H. Os desafios do ensino das profissões da saúde diante das mudanças do modelo assistencial": contribuição para além dos pólos de capacitação em Saúde da Família. Div.Saúde Deb., n.210, pp.36-43, 2000.
ARAÚJO, M.R.N. de et al. Saúde da Família: cuidado no domicílio. Rev.Bras.Enf., v.53, n.especial, pp.117-122, 2000.
PROTOCOLO DE ENFERMAGEM
________________________________________
Prestar assistência à mulher em idade fértil
• Realizando acolhimento e encaminhamento pertinentes às Ações Programáticas;
• Realizando consulta de enfermagem;
• Realizando ações de Vigilância à Saúde da Mulher, notificando e acompanhando situações de risco ou agravos específicos;
• Estimulando, orientando e realizando a coleta de Citologia Oncótica e o exame das mamas;
• Tratando infecções vaginais/cervicais e outras DST segundo protocolo padronizado: Tricomonas vaginalis; Candida albicans, Vaginose Bacteriana ;
• Orientando quanto aos métodos de concepção e anticoncepção, indicando os métodos naturais e de barreira e estimulando o uso indiscriminado de condon;
• Promovendo ações educativas individuais e coletivas;
• Realizando educação preventiva em DST/AIDS e aconselhamento pré e pós-teste para HIV;
• Referenciando para outros profissionais ou serviços quando necessário.
Prestar assistência de enfermagem à mulher no período gravídico
• Investigando amenorréia com realização de teste de gravidez e/ou exame obstétrico;
• Realizando consulta de enfermagem a gestante segundo cronograma intercalada com avaliação médica;
• Realizando a matrícula no Pré-Natal, com preenchimento minucioso dos impressos padronizados;
• Classificando de forma preliminar o risco obstétrico;
• Calculando idade gestacional e data provável do parto;
• Solicitando exames preconizados no pré-natal;
• Controlando e avaliando o desenvolvimento gestacional (exame físico e obstétrico);
• Orientando sobre as alterações decorrentes de modificações fisiológicas do organismo e medidas de alívio dos sintomas;
• Incentivando o aleitamento materno;
• Realizando orientação nutricional;
• Dando seqüência na conduta medicamentosa;
• Preparando a mulher para o momento do parto;
• orientando sobre a importância do retorno pós-parto e intervalo interpartal ;
• promovendo ações educativas individuais e coletivas ;
• referenciando para a assistência odontológica ;
• registrando em formulários padronizados ;
• referenciando para outros profissionais ou serviços quando necessário ;
• realizando convocação e(ou) visitas domiciliares no caso de gestantes faltosas em situações de risco.
Prestar assistência de enfermagem à mulher no período puerperal
• Realizando consulta de enfermagem a todas as puérperas da área de cobertura;
• Acompanhando a involução uterina e lóquios na primeira semana;
• Acompanhando e orientando o aleitamento materno;
• Realizando retirada de pontos caso necessário;
• Realizando orientação nutricional;
• Assistindo em suas necessidades emocionais, detectando alterações e prestando assistência necessária;
• Orientando e dando encaminhando quanto à contracepção no período específico e intervalo interpartal;
• Identificando anormalidades e dando encaminhamentos necessários;
• Realizando visita domiciliar à puérpera.
CONSULTA DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER - GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
1. DATA
2. ANAMNESE
Antecedentes ginecológicos:
• DUM (data da última menstruação);
• Ciclo Menstrual (duração, intervalo, regularidade, dismenorréia);
• Uso de MAC (Método Anticoncepcional) por automedicação ou prescrição médica, tipo e tempo de uso. Avaliação da adequação do método utilizado;
• Citologia oncótica anterior;
• Exame de mamas (método: auto-exame ou por profissional, regularidade).
Antecedentes obstétricos:
• Nº de gestações, nº de partos, nº de abortos, nº de cesarianas, nº de filhos nascidos vivos, nº de filhos vivos atualmente. Anotar também ocorrência de natimortos, óbitos neonatais e má - formações congênitas;
• Levantamento das necessidades humanas básicas;
• Motivo da consulta; queixas;
• Início e tempo de duração dos sintomas.
3. EXAME FÍSICO
• Peso/altura.
• Dados vitais: PA, pulso, temperatura, respiração.
• Exame céfalo-podálico.
• Inspeção de pele, anexos, mucosas e boca.
• Palpação de cadeias ganglionares.
• Mamas: volume, apresentação (flácidas, firmes,...), simetria, aspecto da pele (coloração, presença de lesões ou retrações), aspecto dos mamilos.
• Palpação das mamas: região axilar e supraclavicular, observando nódulos, endurações, alterações em geral, expressão bilateral de mamilos: descarga papilar uni ou bilateral, características (consistência, cor). Colher material e preencher impresso próprio.
• Ausculta pulmonar e cardíaca.
• Exame de abdome - palpação, percussão e MMII.
• Genitais externos: inspeção da região pubiana e vulva: coloração, lesões, aspecto.
• Exame especular: características vaginais (elasticidade, presença de lesões ou anormalidades), conteúdo vaginal: características da secreção vaginal (consistência, aspecto, cor, odor e quantidade, pH, teste de Whiff) e aspectos do colo do útero: coloração, epitélio, presença, localização e tamanho de lesões, características do muco cervical (cor, presença de pus), friabilidade e sangramento do colo à manipulação.
Específico para gestantes:
• Peso anotar no gráfico (Normograma) observando o sentido da curva para avaliação do estado nutricional da gestante;
• Exame de mamas;
• Medida da altura uterina;
• Ausculta dos BCF;
• Inspeção dos genitais externos;
4. DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM
Definido de acordo com as necessidades básicas alteradas.
5. CONDUTA
• Coleta de material para Citologia Oncótica conforme padronização do Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher no momento do exame especular;
• Realização do teste de Schiller no momento do exame especular;
• Solicitação de exames laboratoriais padronizados para a gestante;
• Indicação de tratamentos padronizados e controle, segundo o caso;
• Orientação conforme diagnóstico de enfermagem definido;
• Agendamento de consultas subsequentes;
• Encaminhamentos necessários.
6. REGISTRO
• Registro dos achados, observações, diagnóstico de enfermagem e condutas;
• Preenchimento de impressos próprios - solicitações de exames laboratoriais e de exames citopatológicos;
• Registro de procedimentos realizados;
• Preenchimento de ficha obstétrica padronizada, do cartão de gestante, e anotações na evolução do prontuário individual, para gestantes.
Evolução da Avaliação de um Recém-Nascido:
Nascido em 07/03/2007, de parto cesárea, apgar 1 min:____5ºmin____, peso:____,est:______,PC:______PT:_____às x horas na Maternidade São Luiz, Vitória,ES. Apresentou quadro hipoglicêmico no 1º dia do nascimento mas estabilizou posteriormente ou não apresentou nehuma intercorrência pós-parto. Recebeu alta hospitalar em______.A genitora informa que a amamentação está exclusiva com leite materno sendo a mesma orientada sobre a importância do LM para o crescimento e desenvolvimento do bebê até no mínimo os 6 primeiros meses de vida.O coto umbilical caiu no dia____apresentando no local pele esponjosa ou pequena secreção serosa ou boa cicatrização, sendo usado diariamente álcool absoluto tópico no local após o banho e a cada trocas de fralda.Foi feitas teste do pezinho, a vacina BCG e 1ª dose da Hepatite B no dia____ na US____ não apresentando ainda a formação de pápula,nem hiperemia e enduração local.
Ralizada a 1ª consulta de puericultura no dia________.Criança apresenta-se calma, tranqüila, dormindo bem e com eliminações presentes e bem aceita pela família.Não está fazendo uso de nenhum medicamento ou fazendo uso de Luftal de 8/8h conforme orientação médica.
Exame físico: BEG.corada ou ictérica , hidratada, eupnéica,respiração abdominal (56rpm), apirética, normosfígma (110bpm),mucosas oculares normocoradas,esclerótica e pele anictéricas, pele hidratada, boa higienização de fânero, abdome flácido, extremidades aquecidas e oxigenadas. Testículos presentes em bolsa escrotal ou vulva sem alterações, com boa higienização.
Conduta:
Reforçado as orientações quanto ao cuidado com o banho diário (temperatura da água).
Evitar produtos com cheiros fortes.
Manter o ambiente da casa limpo e arejado.
Evitar cortinas, tapetes e cortinados no quarto do bebê.
Aleitamento materno exclusivo, quantos vezes o bebê sentir necessidade (observar a pega correta), para evitar fissuras em mamilos.
Higiene após cada evacuação e aplicar creme protetor (tipo hipoglós)
Banho de sol diário em horários apropriados.
Evitar roupas quentes e agasalhar a crianças em excesso.
Observar consulta mensal de puericultura e data do calendário vacinal
Colocar para arrotar após cada mamada.
Ao deitá-la colocar de lado (não colocar o bebê de bruço e em travesseiros).
Lavar as mãos ao manipular a criança.
Não há necessidade de oferecer outros líquidos à criança caso a amamentação for exclusiva.
Higiene oral pelo menos 1 x ao dia.
Roteiro da Consulta para coleta do Citopatológico
Nome:¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬____________________________________________ Data______________
Idade:__________
Motivo da Consulta:_______________________________________________________
Queixa atual:____________________________________________________________
HG- Menarca:________ DUM________ Duração______ Ciclo_________fluxo_________
Coitarca:_________ Método contraceptivo em uso_____________________________
Menopausa:_______ Último preventivo:________ Última mamografia_______________
HO- G______P______AB______Natimorto________Sexualidade____________________ ( ) Parto normal ( ) Parto cesáreo ( ) Hospitalar ( ) Domiciliar Intercorrência?__________
Já fez alguma cirurgia ou tratamento ginecológico anterior ( )S ( )N Qual?______________
Já teve alguma DST?( )S ( )N Qual?__________Tratamento? ( ) S ( ) N Qual?_________
HF: Câncer de mama ( ) S ( ) N _____________ Câncer de útero/ovário ( )S ( ) N_______
HPP: Diabetes ( ) S ( ) N HAS ( )S ( ) N Tireóide ( ) S ( ) N Outras_________________________________________________________________
Hábitos de vida: Tabagista ( ) S ( ) N Etilista ( ) S ( ) N ( )Social Sedentária ( ) S ( ) N
Faz atividade física? ( ) S ( ) N Regularidade:____________Controle alimentar?________
Medicação em uso:________________________________________________________
Alergia a medicamentos? ( ) S ( ) N Qual?_____________Faz uso de TRH? ( )S ( )N ____
Exame Físico: PA:__________ mmhg Peso: _________ Estatura:________
Exame das mamas:_________________________________________________________
______________________________________________________________________
Abdômen: ______________________________________________________________
Exame especular:
Vulva:__________________________________________________________________
Região perineal___________________________________________________________
Vagina:_________________________________________________________________
Colo____________________________________________Toque___________________
Colhido Citologia Oncótica: ( ) Ectocévice ( ) Endocérvice
Shiller: ( ) Positivo ( ) Negativo ( ) Não realizado Outros______________________
Observações:
Conduta:______________________________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
Resultado do exame:_______________________________________________________
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
ORIENTAÇÕES SOBRE O ACOMPANHAMENTO DO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO INFANTIL
CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO INFANTIL
(PUERICULTURA)
I- Introdução
O acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, do nascimento até os 5 anos de idade, é de
fundamental importância para a promoção à saúde da criança e prevenção de agravos, identificando
situações de risco e buscando atuar de forma precoce nas intercorrências.
Ações aparentemente simples, como, pesar, medir, avaliar aquisição de novas habilidades e utilizar o
cartão da criança, nem sempre são realizadas de forma correta e sistemática pelas equipes de saúde.
Para que estas ações contribuam para a melhoria da saúde infantil, é necessária a capacitação técnica
e o seguimento de normas já estabelecidas, bem como o trabalho integrado das equipes de atenção à
criança, articulando as ações básicas de saúde.
As propostas apresentadas a seguir, se inserem dentro da proposta de reorganização da Atenção à
Criança na SMSA-BH, que objetiva ampliar o acesso e garantir a qualidade do atendimento às crianças
(0 - 5 anos) através da organização do trabalho em equipes e da sistematização do atendimento.
II - Objetivos:
- sistematizar o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento das crianças de 0 - 5 anos,
realizado pelas unidades de saúde;
- implantar novo calendário de atendimento à criança sadia, envolvendo atendimento intercalado entre
pediatra, enfermeira e grupo educativo, possibilitando o acesso das crianças aos serviços de saúde;
- instrumentalizar a equipe de saúde para realização do controle de crescimento e desenvolvimento,
definindo suas atribuições;
- capacitar equipe para identificar e captar precocemente crianças de risco (RN de risco, desnutridas)
para acompanhamento na unidade de saúde.
III - Organização do atendimento :
A - Equipe Básica:
Pediatra, enfermeiro e auxiliar de enfermagem.
B - Equipe de Apoio:
Profissionais de Saúde Mental, Saúde Bucal e outros especialistas quando necessário.
C - Fluxo de Atendimento:
A captação da criança para o controle de crescimento e desenvolvimento, deve ser o mais precoce
possível, sendo propostas as seguintes alternativas:
a) visitas às maternidades, realizadas por auxiliares de enfermagem treinadas, onde as mães
serão orientadas sobre cuidados com o recém-nascido, aleitamento materno e será agendado
atendimento para a unidade de saúde, mais próxima da residência da mãe;
b) captação dos recém-nascidos que chegam às unidades de saúde para realização do teste do
pezinho, imunização, etc.;
c) visitas domiciliares para crianças nascidas com critérios de risco, identificados pelo SINASC, que
não compareceram na unidade de saúde nos primeiros 15 dias de vida;
d) orientação às gestantes acompanhadas nos centros de saúde para retorno ao serviço até 15
dias após o parto para avaliação do RN e teste do pezinho;
e) divulgação dos serviços de atenção materno-infantil oferecidos pela SMSA-BH, através de
cartazes e folhetos, afixados e disponibilizados em maternidades, outros serviços de saúde,
creches, escolas, igrejas, ônibus, etc.
D - Calendário de Atendimento:
O calendário proposto para o controle do crescimento e desenvolvimento, de crianças sadias,
pressupõe a atuação de toda a equipe de atenção à criança, de forma intercalada, possibilitando
ampliação na oferta de atendimentos da unidade de saúde.
No caso de RN prematuros, de baixo peso, crianças desnutridas, e crianças apresentando patologias
agudas ou crônicas , este calendário poderá sofrer alterações, a critério da equipe de saúde e deverá
ser priorizado o acompanhamento pelo Pediatra, além das atividades educativas, imunização, teste do
Pezinho, etc.
SUGESTÃO DE CALENDÁRIO PARA PUERICULTURA
IDADE ATIVIDADE
1o ANO DE VIDA
05 dias consulta enfermagem (teste do pezinho)
01 mês consulta pediátrica
02 meses grupo educativo
03 meses consulta enfermagem
04 meses consulta pediátrica
05 meses grupo educativo
06 meses consulta pediátrica
07 meses grupo educativo
09 meses consulta enfermagem
12 meses consulta pediátrica
2o ANO DE VIDA
15o meses consulta pediátrica
3o ao 5o ANO DE VIDA uma consulta pediátrica anual
A primeira consulta de puericultura, preferencialmente deverá ser pediátrica, contudo, a impossibilidade
desta não impede o Agendamento para outra atividade (grupo educativo, consulta enfermagem).
As gestantes acompanhadas no centro de saúde serão encaminhadas para consulta de enfermagem
até 15 dias após o parto.
As atividades de grupo educativo serão coordenadas por um integrante da equipe de atenção à criança.
Ao final da atividade, deverão ser tomadas as medidas antropométricas das crianças participantes.
Somente serão encaminhados para consulta os casos que porventura mostrem necessidade.
E - Inscrição na Unidade:
Serão inscritas no controle de crescimento e desenvolvimento crianças menores de 5 anos,
destacando-se a importância da captação precoce e garantia de acesso, principalmente dos RN de
risco e criança desnutridas.
Etapas:
a) Cadastramento da criança na unidade:
O cadastro da criança na unidade de saúde, pode ser feito através de registro em livro (SINASC) e/ou
ficha para arquivo rotativo.
O cadastro deve ser organizado de forma a facilitar o controle de faltosos e a vigilância às crianças de
risco.
Devem constar do cadastro da criança, as seguintes informações:
- Nome da criança e da mãe;
- Endereço completo com referência e telefone para contato;
- Número do prontuário e número da DN (se possível)
- Data de nascimento
- Data dos atendimentos (agendados/previstos)
- Idade (correspondente a cada atendimento)
- Motivo/tipo de atendimento (opcional)
Obs.: As unidades de saúde que não possuem sistema organizado para registro de puericultura de
desnutridos,. podem utilizar modelo proposto em anexo.
b) Abertura de prontuário para anotação dos atendimentos realizados pela equipe multiprofissional;
c) Abertura do cartão da criança com preenchimento dos dados relativos ao crescimento e
desenvolvimento em cada atendimento.Este cartão deverá ficar com a mãe da criança;
F - Agendamento:
Na recepção, as atividades que compõem o controle de puericultura, serão agendadas conforme o
calendário proposto e registradas na ficha de cadastro da criança, e no cartão da criança ou cartão de
consultas que fica com a mãe.
G - Controle de Faltosos:
A equipe de saúde deve realizar controle de crianças faltosas (mais de 30 dias) , a partir do arquivo
rotativo ou livro de registro.
Serão encaminhadas correspondências às mães, solicitando o comparecimento na unidade. Após 30
dias, as mães de crianças com critérios de risco que não comparecerem à unidade de saúde,
receberão visita domiciliar.
A visita objetiva, verificar motivo do não comparecimento, enfatizar importância do controle periódico da
criança e oferecer agendamento de nova consulta ou atividade.
H - Atribuições dos profissionais:
1 - Enfermeiro:
a - consulta de enfermagem;
b - orientar, treinar e supervisionar as auxiliares de saúde em suas atividades;
c - definir atribuições e delegar tarefas para a equipe de enfermagem;
d - promover a integração de equipe no desenvolvimento do programa;
e - promover visitas domiciliares às crianças de risco, quando necessário;
f - promover atividades educativas;
g - prescrição de medicamentos básicos, estabelecidos pelas Normas da SMSA/BH, e previsto
na lei de exercício profissional da enfermagem (sulfato ferroso profilático, polivitamínicos,
pasta d`água, nistatina,etc) quando necessário, conforme rotina em anexo;
h - Promover orientação e acompanhamento sobre aleitamento materno;
i - orientar a prescrição;
j - marcar o peso no gráfico de crescimento ensinando as mães como interpretá-lo e informar
sobre a importância do mesmo.
2 - Médico:
a - consulta médica;
b - dar apoio a enfermagem;
c - promover e participar das avaliações periódicas e dos grupos educativos;
d - visitar domiciliar quando necessário;
e - preencher o cartão da criança, ensinando às mães como interpretá-lo e sobre a importância
do mesmo;
f - promover a integração da equipe;
g - incentivo ao A.M e ações de promoção à saúde;
3 - Auxiliar de Enfermagem:
a - realizar medidas antropométricas, sinais vitais e imunizações;
b - executar atividades definidas pelo enfermeiro;
c - inscrever as crianças no programa e agendá-las conforme calendário e atendimento proposto;
d - preencher o cartão da criança, ensinando as mães como interpretá-lo e sobre a importância
do mesmo;
e - participar e promover atividades de educativas;
f - avaliar o cartão de imunização sistematicamente, enfatizando sua importância;
g - realizar visitas domiciliares quando se fizer necessário;
h - orientar os responsáveis pela criança em relação a prescrição médica e de enfermagem;
i - realizar pós consulta, que consiste na orientação sobre as condutas médica e de enfermagem,
reforçando as orientações sobre uso de medicamentos, pedidos de exames e
encaminhamento da criança para o agendamento da próxima consulta;
j - orientar sobre a importância do aleitamento materno e demais ações de prevenção e
promoção à saúde.
4 - Assistente Social - Psicólogo:
a - promover atividades educativas, individuais e em grupos;
b - realizar visitas domiciliares quando se fizer necessário;
c - promover a integração da equipe no desenvolvimento do programa;
I - Procedimentos Técnicos
1 - Consulta de Enfermagem:
Descrição:
Avaliação das condições de saúde das crianças e seu estado de desenvolvimento e crescimento.
Deverá abranger educação para saúde, condutas preventivas e curativas conforme padronização das
ações no programa.
Núcleo: Enfermeiro:
Ações
a - recepção do cliente;
b - solicitar cartão do crescimento;
c - colher e anotar informações sobre história pregressa e familiar;
d - indagar e anotar dados sobre alimentação, vacinação e hábitos;
e - realizar exame clínico (avaliar o crescimento e desenvolvimento, dirigir o exame para
queixa, pesquisar outros dados semiológicos);
f - descrever estado clínico encontrado e formular hipótese diagnóstica;
g - anotar condutas (tratamento, orientações, encaminhamentos);
h - orientar as mães ou responsáveis pela criança sobre: higiene, alimentação, aleitamento
materno, prevenção de acidentes, vacinas;
i - registrar intercorrências no gráfico de crescimento e encaminhar para pediatra quando
necessário;
l - orientar sobre a próxima consulta;
m - encaminhar para vacina e/ou pós-consulta;
n - orientar sobre prescrição.
2 - Consulta Pediátrica:
Descrição:
Avaliação das condições de saúde da criança e seu estado de desenvolvimento e crescimento. Deverá
abranger educação para saúde, condutas preventivas e curativas conforme necessidade do caso.
Núcleo: Médico Pediatra
Ações:
a - recepção do cliente;
b - solicitar cartão de crescimento;
c - realizar anamnese;
d - realizar exame clínico (avaliar crescimento e desenvolvimento)
e - avaliar e registrar resultados de exames;
f - registrar diagnósticos ;
g - anotar condutas (exames solicitados, tratamento quando indicado, orientações dadas);
h - orientar responsáveis pela criança sobre higiene, alimentação, aleitamento materno,
prevenção de acidentes, vacinação;
i - registrar intercorrências no gráfico de crescimento;
j - encaminhar para serviços de maior complexidade caso necessário;
l - encaminhar para aplicação de vacina e/ou pós-consulta;
m - orientar sobre prescrição e próxima consulta;
3 - Pós - Consulta:
Descrição:
Consiste na orientação sobre as condutas (exames; medicamentos) da consulta médica ou de
enfermagem e sobre medidas preventivas e curativas. A orientação será individual, considerando a
necessidade de cada caso. A pós-consulta será realizada para todos os clientes que se submeterem a
consulta médica ou de enfermagem.
Núcleo: Auxiliar de enfermagem:
Ações:
a - recepção do cliente;
b - registrar e avaliar dados da criança, da prescrição médica ou de enfermagem;
c - orientar dieta e importância do aleitamento materno, e outras ações de promoção à
saúde;
d - orientar sobre uso de medicação;
e - orientar sobre imunização;
4 - Atividades de Grupo:
Descrição:
Um conjunto de ações educativas que visa a promoção da saúde .
Núcleo: Representantes da equipe de atenção à criança, mães e responsáveis pelas crianças inscritas
na puericultura.
Ações:
a - selecionar temas segundo as prioridades detectadas;
b - selecionar bibliografia e material gráfico educativo;
c - recepção do grupo de mães pela equipe do centro de saúde;
d - apresentação do grupo;
e - tempo de duração: 01 hora a 01 hora e 30 minutos;
f - estimular diálogo entre pais e profissionais;
g - registrar ação no formulário de produção.
J - Material Gráfico e Educativo:
O material gráfico e educativo deverá ser conhecido por toda a equipe multiprofissional e usado em
todas as atividades da puericultura.
A tabela de desenvolvimento deverá ser afixada na sala de reuniões e consultórios pediátricos.
K- Requisitos Básicos:
1 - Garantia de:
a - fornecimento de medicamentos;
b - prescrição de medicamentos básicos pelos enfermeiros , desde que estabelecidos e
normatizados pelos programas de saúde pública da instituição (SMSA/BH) , prevista pela
lei no.7.498 que dispõe sobre o exercício de enfermagem;
c - fornecimento de impressos necessários;
d - pleno funcionamento das atividades de atenção aos desnutridos com fornecimento de
multimistura;
e - organização do sistema de referência e contra-referência;
f - suporte adequado para apoio diagnóstico e terapêutico;
g - fornecimento de material educativo (brinquedos, álbum seriado sobre aleitamento
materno e outros, cavalete, livro “Aprendendo e Ensinando a Cuidar da Saúde”.
L- Avaliação:
Propõe-se que a equipe de atenção à criança faça avaliações periódicas do atendimento à criança,
considerando aspectos qualitativos e quantitativos.
Sugere-se que a equipe avalie as seguintes questões:
- cobertura do programa, em relação às crianças da área de abrangência, incluindo as crianças
com critérios de risco (baixo peso, mãe adolescente, mãe analfabeta, área de risco,
desnutridos);
- capacidade da equipe captar precocemente RN de risco;
- capacidade de resposta aos casos agudos, inclusive através de encaminhamentos ;
- indicadores relativos às crianças acompanhadas: % com vacinação em dia;
% com alimentação adequada; % com aleitamento materno (<6 meses); % com
desenvolvimento normal e alterado; % com cartão da criança preenchido; % de denutridos (por
grau); intercorrências (diarréias, pneumonias, internações, óbitos) etc.;
- avaliação de satisfação das mães
Roteiro para Consulta de Enfermagem
1. Dados biográficos: idade, estada civil, profissão, estudou até que série estuda, trabalha em que, aposentado, reside em casa ou apartamento, com quem?
2. HPP: doenças infância, adolescência, quando adulto;
3. HDA: sintomas que sentiu, quando iniciou?
4. HF: Pai, Mãe, irmãos, avós, tios tem algum problema de saúde? Como: HAS, DIA, Câncer...
5. HG: menarca, coitarca, menopausa? DUM? Sente cólica, algum desconforto?
6. Quando fez o último preventivo? Já fez mamografia? Qdo? Res?
7. HO: Gesta: --- Para--- Aborto--- Parto normal ou cesáreo. Hospitalar ou domiciliar? Quantos homens e mulheres;
8. Sexualidade: ativa ou não? Sente bem com o parceiro, usa algum método contraceptivo? Qual?
9. Já foi hospitalizado por algum motivo? Qual? Tem alergia a algum medicamento, ou alimento ou produto?
10. Quais os medicamentos que você usa? Quando fez os últimos exames? Cartão de Vacina está atualizado?
11. Vícios: fuma, bebe, gosta de jogos...
12. Alimentação: café da manhã o que tem hábito de ingerir? 9h; almoço, café da tarde, jantar? Como é sua alimentação? Muito sal, gordura? Usa açúcar ou adoçante, quem prepara?
13. Hidratação quanto ingere de líquido ao dia? Ingere mais água, suco, refrigerante, leite, chás, café...
14. Sono e repouso: dorme bem à noite, acorda várias vezes, tem insônia, dorme durante o dia?
15. Hábitos de Higiene: banhos frios, quentes, mornos? Escova os dentes quantas vezes ao dia? Usa prótese; Quando foi ao dentista a última vez?
16. Diurese: normal, refere algum desconforto?
17. Eliminação intestinal: é constipado, bom funcionamento intestinal?
18. Tem alguma crença religiosa? Qual? Freqüenta regulamente?
19. O que gosta de fazer nos momentos de lazer?Faz algum trabalho manual?
20. Tem costume de dividir suas preocupações ou problemas com alguém?Quem...
21. Atividade física? Qual tem o hábito de praticar; Quantas vezes por semana? Quanto tempo?
22. Qual ou quais os problemas que mais te preocupam no momento? Quer falar?
Exame físico:
• Sinais vitais: PA, FC, Respiração...
• Peso; Estatura; cintura, quadril, IMC; RCQ, estratificar o risco se está alterado ou não; Glicemia capilar;
• Observar; estado geral, estado de consciência, mucosas, cabeça, ouvido, nariz, olhos, cavidade oral, presença ou não de gânglios, tireóide
• Pele, tórax, ausculta pulmonar, cardíaca, mamas, abdome, MMII;
• Pés: temperatura, presença de leões, deformações, unhas, micoses, pele, presença de calos ou área de hiperqueratose, higiene, uso adequado de sapatos, corte das unhas, hidratação. Consegue-se examinar os pés;
• Observar: sensibilidade álgica com monofilamento; térmica com algodão seco e éter, dolorosa com palito e vibratória com diapasão, observar força muscular, pulsos tibial e pedial;
• Caso exame ginecológico: genitália; vulva, vagina, períneo, exame especular;
• Diagnóstico de Enfermagem
• Prescrição de Enfermagem;
• Solicitação de exames se necessário; medicamentos de uso regular e encaminhamentos se necessário;
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Menino deixa família e amigos para tentar coração novo em São Paulo
sexta-feira, 10 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
ROTEIRO PARA COLETA DO PREVENTIVO
1. Esvaziar a bexiga;
2. Uso de duchas, cremes vaginais, espermicidas e USG 48 h antes;
3. Abstinência sexual 48 h antes;
4. Menstruação (aguardar 5º dia após o término);
5. Grávida ou virgem.
Evolução
1. Idade;
2. Estado civil;
3. GPA nº de partos normais e cesárias;
4. Data do último preventivo;
5. DUM (dismenorreia) corrimento – ciclo menstrual;
6. Menarca – menopausa – coitarca
7. Tabagismo;
8. Sexualmente ativa – dispaneuria, sinusiorragia;
9. Métodos contraceptivos;
10. Doenças Hereditárias – queixa principal;
11. Exame físico: mama – abdome – ginecológico.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
ATO DE MOBILIZAÇÃO NACIONAL PELA APROVAÇÃO DO PROJETO DE LEI DE REDUÇÃO DA CARGA HORÁRIA DE TRABALHO DA ENFERMAGEM BRASILEIRA
AJornada de 30 horas é uma luta pela valorização e dignidade dos trabalhadores da Enfermagem, maior força de trabalho na saúde, mais de um milhão e trezentos mil trabalhadores, responsáveis por grande parte das ações de prevenção de doenças e promoção da saúde no Brasil.
Atualmente, o desafio é a construção de um sistema de saúde universal, equânime, integral e resolutivo. Para tanto, torna-se imprescindível melhorar as condições de trabalho e promover a qualidade de vida dos trabalhadores para se alcançar a melhoria nas ações e serviços de saúde.
Outro desafio brasileiro é a criação de novos postos de trabalho, inclusive para enfrentar a crise econômica e financeira que já provoca ameaças no âmbito mundial. Para a maioria dos países, uma das estratégias de enfrentamento dessa crise é a redução da jornada de trabalho.
As organizações representativas da Enfermagem brasileira reivindicam a imediata regulamentação da jornada dos trabalhadores da Enfermagem.
Segundo Manoel Neri, Presidente do COFEN, a Jornada de 30 horas é um direito dos trabalhadores da Enfermagem, pois estão expostos aos riscos ocupacionais inerentes à sua atividade profissional. ‘Garantir condições adequadas de trabalho e um atendimento resolutivo aos usuários é um dever dos gestores do sistema de saúde’, destacou Neri.
Para que os trabalhadores da Enfermagem possam acolher e cuidar bem das pessoas, precisam estar qualificados profissionalmente e preparados emocionalmente e fisicamente.
Assim, a Jornada de 30 horas é uma necessidade.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) da Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda a Jornada de 30 horas, argumentando que é o melhor para pacientes e trabalhadores da saúde do mundo inteiro.
A II Conferência Nacional de Recursos Humanos para a Saúde de 1993 propôs que, “considerando a natureza da atividade em saúde, a jornada máxima de trabalho para os trabalhadores de saúde seja de 30 horas semanais”.
Todas as últimas conferências nacionais, estaduais e municipais de saúde têm aprovado a Jornada de 30 horassemanais para os trabalhadores da área.
Não dá mais para esperar, a Enfermagem precisa conquistar este direito: 30 horas semanais de trabalho.
Da Assessoria do Portal Cofen
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Coren-RO participa de Ato de Mobilização Nacional na Câmara dos Deputados
Carga horária de 30 horas: Coren-RO participa de Ato de Mobilização Nacional na Câmara dos Deputados | ||||
| O Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia (Coren-RO) participou nesta quarta-feira (25), em Brasília, do Ato Público de Mobilização Nacional pela aprovação do Projeto de Lei que trata da redução da carga horária semanal da categoria para 30 horas de trabalho. O evento foi promovido pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Associação Brasileira de Enfermagem (Aben), Conselhos Regionais, Sindicatos e demais entidades representativas da classe. O movimento, que levou mais de 2,5 mil profissionais da saúde ao Auditório Nereu Ramos na Câmara dos Deputados, ganhou o apoio do presidente da Casa, Michel Temer (PMDB). Outros 93 deputados federais também firmaram o compromisso de votar a favor do Projeto de Lei nº 1891/07, do deputado Mauro Nazif (PSB-RO), que estabelece a regra para esses trabalhadores e tramita apensada ao Projeto de Lei 2295/00, já aprovado pelo Senado. Segundo o Cofen, o Ato foi o maior movimento de uma profissão registrado nas dependências da Câmara Federal. Os profissionais de enfermagem somam 1,4 milhão no País. Além do presidente do Coren-RO, Francisco Carlos, estiveram presentes ao Ato os conselheiros: Diogo do Casal; Givanilde Nogueira; Jussara Barcelos; e Ângela Ribeiro. Foi registrada também a participação de cerca de 50 profissionais de Porto Velho, através do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Rondônia, com o apoio do parlamentar rondoniense. “Esta mobilização deve continuar de forma permanente até a aprovação do Projeto. Além de garantir a valorização do profissional que ficará menos exposto às situações de risco inerentes à profissão, a redução da carga horária vai contribuir para o aumento da qualidade na prestação dos serviços de saúde aos usuários”, destacou Francisco Carlos. Na oportunidade, o presidente do Cofen, o rondoniense Manoel Neri, destacou que o desafio é a construção de um sistema de saúde universal, equânime, integral e resolutivo. “Torna-se imprescindível melhorar as condições de trabalho e promover a qualidade de vida dos trabalhadores para se alcançar a melhoria nas ações e serviços de saúde”, afirmou. Todos os parlamentares presentes ao ato alertaram para que os enfermeiros, auxiliares e técnicos mantenham a mobilização, no sentido de cobrarem de seus representantes federais o apoio dado à Jornada de 30 horas. | ||||
| Fonte: Assessoria (É permitida a reprodução desta matéria desde que citada a fonte.) | ||||
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Teatro Dengue Realizado no CEIM pelos Acadêmicos Enfermagem 7º P Vesp. Pitágoras
Este teatro foi realizado no CEIM do bairro Jardim Laguna, no Município de Linhares-ES, com o intuito de se fazer Educação em Saúde sobre a dengue, orientando as crianças como se pega e previne essa doença tão avassaladora. Infelizmente nem todas as pessoas levam a sério esta patologia que pode até matar. Não permitem que os Agentes de Saúde entrem em suas casas e com isso contribuem para aumentar as estatísticas da dengue. Esquecem que previnir a dengue é um trabalho que se realiza todos os dias e não se previne somente no verão.
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Enfermeiros lotam Câmara dos Deputados
Brasília - A pedido do deputado federal Mauro Nazif (PSB-RO), a Câmara realizou audiência pública para discutir a redução da jornada de trabalho para a profissão de enfermagem. O debate teve como base os Projetos de Lei 1891/07, de autoria do socialista, o 2392/07, e o 2295/00, do Senado, apensados, que estipulam em 30 horas semanais a jornada de trabalho desses profissionais.
Durante a primeira parte do encontro, diversos deputados e senadores se revezaram na composição da Mesa para manifestar o apoio ao movimento que reuniu, por toda a Casa, cerca de 2 mil pessoas, entre profissionais e representantes de entidades públicas e sindicais.
O presidente da Câmara, Michel Temer, abriu a audiência dizendo do seu apoio à luta dessa classe “que lida, diariamente, com as mazelas da população”. Ao falar do livre acesso que os manifestantes tiveram no Parlamento, Temer pediu para que todos “trabalhem no sentido de informar a opinião pública de que este Poder é fundamental para a democracia”.
O deputado Mauro Nazif ressaltou a necessidade de se valorizar o profissional de enfermagem que, segundo ele [médico conhecedor do trabalho desenvolvido pelo enfermeiro], exerce um papel muito importante no trabalho dos hospitais e centros de saúde de todo o país. “É preciso melhorar as condições desse trabalhador que sofre pressões físicas e psíquicas no exercício de sua profissão”.
Nazif também destacou que os benefícios da jornada de trabalho de 30 horas não ficarão restritos aos profissionais. “Melhorando as condições de trabalho, iremos beneficiar também o paciente, que terá ao seu dispor um profissional com plena capacidade física e mental para melhor atendê-lo”.
O presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Manoel Neri, explicou que a profissão é muito estressante e há jornadas de trabalho noturnas. Neri ainda lembrou que a jornada de médicos é menor do que a de enfermeiros - atualmente de 40 horas no serviço público e de 44 horas na iniciativa privada.
Manifestação - Completamente lotado, o auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, foi palco de uma manifestação popular que, segundo os deputados, há muito tempo não acontecia. Munidos de faixas, apitos, bandeiras, balões e camisetas, os participantes se exaltavam a cada apoio declarado pelos deputados. Para a representante do Conselho de Enfermagem de Santa Catarina, Renata dos Santos, o encontro vai ficar marcado por reunir profissionais e parlamentares em torno de um debate tão importante e necessário para os profissionais de enfermagem. Ela afirmou, ainda, que a sobrecarga de trabalho pode acarretar problemas no atendimento. “A redução da jornada é fundamental para que nós tenhamos condições de realizar um trabalho bem feito e, também, para que nós possamos cuidar da nossa própria saúde, já que sofremos, diariamente, pressões físicas e psicológicas”.
Fonte: NA HORA OnLINE
Um sujeito estava no bar e quando olhou para o
relógio começou a ficar desesperado ...
*Meu Deus já deu meia noite e eu tô aqui ainda
!!! Minha mulher vai me
matar por chegar bêbado em casa à uma hora dessas.
Então o amigo já experiente no assunto de chegar
tarde , deu o seguinte
conselho:
Faz como eu faço com minha patroa; chega de
mansinho, tira os sapatos e
entra no quarto sem fazer barulho.
Aí vai para debaixo do cobertor e, tirando a
parte de baixo do pijama dela, cai
de boca, faz um oral pra ela delicioso.
Quando você terminar ela vai estar feliz e
cansada, então vai virar pro lado e
não vai nem notar o horário e nem falar que você
chegou tarde, além de ficar
super contente no dia seguinte.
Então o cara foi pra casa... Entrou
devagarzinho... Abriu a porta do quarto sem
fazer barulho... Se dirigiu à cama e se meteu
debaixo do lençol.
Subiu o vestido do pijama e caiu de boca... Se
atracou com a mulher e deixou ela
louca.
Ela gemeu baixinho, e de repente adormeceu.
Crente do bom trabalho que tinha
feito e feliz sabendo que não ia apanhar, foi ao
banheiro tomar um banho...
Quando chegou lá, viu um bilhete pendurado no
espelho...
'QUERIDO, NÃO FAÇA BARULHO, POIS A MAMÃE VEIO NOS
VISITAR E ESTÁ DORMINDO
EM NOSSA CAMA !! QUANDO CHEGAR VÁ DORMIR COMIGO
NO QUARTO DAS CRIANÇAS '
Fisiologia do Sistema Límbico
A ilha dos sentimentos
Era uma vez uma ilha, onde moravam todos os sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Sabedoria e todos os outros sentimentos. Por fim o amor. Mas, um dia, foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar. Todos os sentimentos apressaram-se para sair da ilha.
Pegaram seus barcos e partiram. Mas o amor ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha, antes que ela afundasse. Quando, por fim, estava quase se afogando, o Amor começou a pedir ajuda. Nesse momento estava passando a Riqueza, em um lindo barco. O Amor disse:
- Riqueza, leve-me com você.
- Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para você.
Ele pediu ajuda a Vaidade, que também vinha passando.
- Vaidade, por favor, me ajude.
- Não posso te ajudar, Amor, você esta todo molhado e poderia estragar meu barco novo.
Então, o amor pediu ajuda a Tristeza.
- Tristeza, leve-me com você.
- Ah! Amor, estou tão triste, que prefiro ir sozinha.
Também passou a Alegria, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o amor chamá-la.
Já desesperado, o Amor começou a chorar. Foi quando ouviu uma voz chamar:
- Vem Amor, eu levo você!
Era um velhinho. O Amor ficou tão feliz que esqueceu-se de perguntar o nome do velhinho. Chegando do outro lado da praia, ele perguntou a Sabedoria.
- Sabedoria, quem era aquele velhinho que me trouxe aqui?
A Sabedoria respondeu:
- Era o TEMPO.
- O Tempo? Mas porque só o Tempo me trouxe?
- Porque só o Tempo é capaz de entender o "AMOR"."
Reinilson Câmara
Amizade verdadeira
| Qualquer um pode ficar ao teu lado quando tu estás certo, mas um amigo verdadeiro permanece ao teu lado mesmo quando tu estás errado... Um simples amigo se identifica quando ele te liga. Um amigo verdadeiro não precisa, pois vocês conhecem suas vozes. Um simples amigo inicia uma conversa com um boletim de novidades sobre a própria vida. Um verdadeiro amigo diz: "O que há de novo sobre ti ?" Um simples amigo acha que os problemas pelos quais tu estás te queixando são recentes. Um amigo verdadeiro diz: " Tu tens te queixado sobre a mesma coisa pelos últimos quatorze anos! Sai do marasmo e faça algo sobre isto." Um simples amigo nunca o viu chorar. Um verdadeiro amigo tem seus ombros encharcados por tuas lágrimas. Um simples amigo traz uma garrafa de vinho para a sua festa. Um amigo verdadeiro chega mais cedo para ajudá-lo a cozinhar e fica até mais tarde para auxiliá-lo na limpeza. Um simples amigo odeia quando tu ligas após ele já ter ido para a cama. Um verdadeiro amigo te pergunta porque demorou tanto para ligar. Um simples amigo procura conversar contigo. Um verdadeiro amigo ajuda-te a resolver teus problemas. Um simples amigo, quando o visita, age como um convidado. Um verdadeiro amigo abre tua geladeira e se serve. Um simples amigo acha que a amizade terminou quando vocês tem uma discussão. Um verdadeiro amigo sabe que não existe uma amizade enquanto vocês não tiverem uma divergência. Um simples amigo espera que tu sempre estejas por perto quando ele precisar. Um verdadeiro amigo espera estar sempre por perto quando tu precisares dele. Quem dá sentido as palavras é quem as ouve e não quem as diz. |
Mensagens de amizade para o Dia do Amigo
Mensagens Dia do Amigo
O valor da amizade
Dia do amigo
Enquanto houver amizade
Amizade
Amigo
Mensagem do Dia do Amigo
Matemática da Vida
Poema da amizade
Como é a amizade...
Enquanto houver amizade...
Mensagem de Amizade
Razão, Estação ou Vida Inteira...
Velhas roseiras
Laços Eternos
Se um cão fosse seu professor...
A Árvore dos Amigos
A amizade
Lenda Árabe
Dia do amigo - Campo de batalha
Os amigos Mark e Bill
Amizade verdadeira



